quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O OUTRO LADO DA FACE.



Jesus disse: Ao que te bate numa face, oferece-lhe a outra.

Como você interpreta essa palavra?

Quando Cristo diz para oferecermos o outro lado da face, ELE esta se referindo não somente a uma agressão física, mas também as atitudes ligadas ao nosso cotidiano. Oferecer o outro lado de nossa face é também uma maneira de responder a violência com mansidão, a impaciência com paciência, a incredulidade com fé, a infidelidade com fidelidade, a soberba com humildade, a indiferença com igualdade, o ódio com amor, o desrespeito com respeito... A sensação de esmurrar alguém é prazerosa até certo ponto, porque logo vem a frustração e o arrependimento, agora, a sensação de argumentar sem levantar um dedo para seu semelhante, mesmo se você vier apanhar, é superior, não digo para sermos masoquistas, mas um dia esta pessoa pode estar na pior e você pode ser a única pessoa próxima que pode ajudá-la, aí te pergunto qual será a reação deste necessitado e aflito agressor? Foi agindo desta forma que Martin Luther King ficou na história. A bíblia diz: Se alguém está em CRISTO, nova criatura é! Quantos vivem esta palavra na prática e não só na teoria? É fácil falar né?
"Só pode bater no peito e dizer “Eu sou homem, ou eu sou mulher pra fazer isso ou aquilo” se você for capaz de oferecer seu outro lado da face em situações adversas, porque o maioral não é aquele que esta por cima, mas sim aquele que é centrado e está em posição de humildade, isso é estar na contra mão de um mundo onde os valores são corrompidos.
Esse texto serve inclusive para eu rever várias situações de minha vida e refletir, afinal sou de carne e osso igual a você.
Dar a outra face é um ato de coragem e um exercício de paciência, não é ação para omissos e acomodados.


N.A mc em construção.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

36 anos de Hip-Hop


No dia 12 de Novembro o hip-hop completou 36 anos de existência, ou melhor, resistência.
Em um momento de reflexão me lembrei de como eu era fascinado pelas músicas “Fim de Semana no Parque” e “Um Homem na Estrada” dos Racionais MC’S e o quanto essas músicas foram importantes para mim alguns anos mais tarde.

Confesso que a primeira vez que eu ouvi essas músicas eu era muito novo, me lembro que ficava cantado com os moleques na rua, fazendo o famoso “relóginho” sem se quer saber o que era Break na época, se eu não me engano tudo isso ocorreu em meados de 1993 ou 1994, mas, foi em 1999 que tomei sabia decisão de aderir o Rap para a minha vida, foi nesse ano que fiz meus primeiros versos, fui a shows, conheci outros mc’s, no ano seguinte passei por alguns grupos, fiz algumas apresentações, enfim, aos poucos o Rap foi se consolidando em minha vida, foi através do Rap que eu conheci o hip-hop e em pesquisas descobri como o hip- hop surgiu, porque ele surgiu, quais são seus valores, quem são África Bambaataa, Kool Herc, Nino Brown, Nelson Triunfo tudo isso só me fez me aproximar cada vez mais da cultura e acabei me apaixonando por cada elemento, BREAK, GRAFITE, DJ e MC.

Certo dia em meu quarto ouvindo o CD do Apocalipse XVI, cujo titulo é “A segunda vinda”  coloquei na balança tudo o que eu havia feito até ali, e lá no fundo eu sentia que estava faltando algo, foi quando então eu aceitei Jesus Cristo como meu único Senhor e Salvador e em 2003 fui batizado. O que isso tem haver com o hip-hop? Com o Rap? Tem tudo haver! Através do Rap eu conheci o hip-hop e o evangelho, respeito outras crenças, outras religiões, mas, hoje, além do amor pelo que faço, tenho a missão de colocar em prática o evangelho somado aos princípios do hip-hop, que são divertir, unir, conscientizar e pregar a paz, eu posso também dizer que o Rap salvou minha vida.


Autor: N.A “mc em construção” 
Rapper do Controlversos e do 3em1.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Play, Start, Início ou Stop!!!


Um Salve a Todos.

Um certo dia, trocando uma idéia com o Narina comentei que estávamos prestes a apertar o "Botão de Início" referente ao nosso Álbum do Controlversos, mas isso não quer dizer que iríamos começar a traçar nosso plano musical tão pouco começarmos a caminhar no Rap, na real eu quis dizer que acionaríamos o  "Botão Vermelho".

Quando vejo nos filmes e desenhos a cena em que o camarada aperta o botão vermelho é porque a situação fedeu, quando tudo está desmoronando, a casa vai cair ou que em questão de segundos tudo irá explodir e realmente digo que apertamos o botão vermelho há alguns meses atrás. Digo que a situação fedeu, mas não para nós! Acionamos o botão vermelho para dizermos que nossas oposições e estatutos anti-vida as mesmas que te impedem de alcançar uma revolução pessoal ou que afrontam suas realizações benéficas, as mesmas que destroem vidas, essas mesmas terão que evacuar a área, pois quando iniciamos as produções com o Emiciene nos sons "Tamu Filmando" e "Antes do Primeiro Passo" e agora produzindo um novo som pelas mãos e empenho do mano RB do Rio de Janeiro, com tudo isso estamos em uma seqüência de Beat's e engajamento a caminho do nosso Primeiro Álbum oficial. Por essa e por outras atribuições que virão que eu digo que foi necessário apertar o botão vermelho para avisar a oposição que estamos no calcanhar dela para encher poços secos onde ainda não conseguimos levar água, mas com a vocação de MC nos ombros e o sentimento social missionário no coração digo que tanto você quanto eu ganharemos força contra a oposição através desse disco que estamos produzindo, quando eu digo oposição não me refiro a um coletivo de pessoas, mas sim a tudo que representa adversidade imposta sobre nossa essência de vida.

O Botão vermelho para mim passou a representar INÍCIO de um sonho, START para iniciar uma meta, Um disco que virá diferenciado em suas composições e impactante em seus objetivos.

Essa é a hora de reunirmos nossas doenças para que haja uma cura coletiva, é hora de enxugar os olhos que criaram dilúvios por chorarem sem dar direção as suas lágrimas, é hora de dar solo as sementes que aguardam por um plantio, é hora de pararmos de tentar apagar incêndios usando álcool, é o grande momento para a vida do CONTROLVERSOS e para a vida dos que sabem do nosso compromisso com as ruas e residências carentes de uma bandeira branca estendida ao alto de seu telhado. Como foi dito, o que compomos faz parte do que odiamos e amamos e através do nosso disco cremos que seremos uma voz de direção aos que se identificam com um novo passo de vida e uma sequência de ordem moral pessoal.

CONTROLVERSOS está na casa e o barulho será constante!
Tudo em prol da vida!!!

Por:
De La Rua

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Palco

Não queria dizer coisas obvieis, tão pouco coisas que não integram a minha realidade, mas sim dizer coisas que incorporam essa minha ansiedade de poder dizer o que um palco representa para mim.


Lembro que a primeira vez que eu subi em um palco foi em São Bernardo do Campo, não me pergunte a data porque não importa e nem lembro. Nesse dia o parceiro Benigno estava comigo na caminhada, cantando junto com o parceiro apelidado "Branco" que está guardado no sistema carcerário essas horas, lembro que tivemos que cantar parados pois quando nos mexia-mos o palco balançava e o CD pulava descontroladamente, poxa os tempos foram de ouro mesmo. Mas no corpo desse texto não queria contar histórias e nem estórias, mas sim abrir um caderno para que escrevam seus sentimentos com reflexão ao mesmo tempo em que arranco o espiral lateral para que as folhas sejam separadas pelos cantos que eu passei, é como se eu tentasse retribuir aos palcos onde eu passei separando em páginas de caderno contendo sentimentos meus e das pessoas que assistiram minhas apresentações e as mesmas páginas fossem meu aperto de mão de muito obrigado, não me importo que esse aperto de mão dure o tempo de 1 segundo ou de uma vida, podem levar meu suor, meu desgaste psicológico de pensar ao extremo em querer fazer a melhor apresentação da minha vida, nem mesmo me importo que nesse aperto de mão fique minha timidez, sorriso e também minhas digitais das mãos sejam levadas, portanto que com tudo isso fique  a presença ou até mesmo a sombra do meu conceito de ordem e caráter, aliados ao meu mais sincero sentimento de realização.


O palco para mim é onde tiro a mochila das costas para me abrigar em um terreno de solo fértil, para plantar sonhos, metas e inconformismo na vida dos que me vêem, escutam e me criticam. Não é muito diferente da minha vida, mas minha vida é o que menos importa quando fixo meus pés nessa plataforma que revela tantos proletários da revolução e revolucionados pela informação. Não me importo se o palco tem 2 metros ou se me coloca olho a olho com os manos e minas presentes no momento, mas o palco me faz sentir que estou posicionado a quilômetros de distância da Terra onde sirvo de mastro de uma bandeira de cores indefinidas e desenhos indescritíveis, pois misturo tudo o que sou para defender aqueles que são por mim.


O palco reúne calma, estabilidade e adrenalina, as vezes tudo junto em forma de riqueza emocional como um sinal de aviso que diz: Vai lá De La Rua ,faz aquilo que você acredita por aqueles que já não acreditam em mais nada a não ser a felicidade e dor do agora!


Que os palcos estejam firmes, pois vou marchando para levantar minha bandeira, não apenas de MC, mas principalmente de membro do conceito de voz por aqueles que apenas precisam ouvir e conhecer o fator DECISÃO antes de se renderem aos fatores CONFORMISMO, MAU DESTINO e IMPOSSÍVEL!


Senhor, Tua mão é o palco dos meus versos! 


Por: De La Rua

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Quem somos

              A dupla não tem uma data específica da formação, mas o ano em que nasceu o projeto foi em meados do ano de 2005.


              Em 2007 Controlversos lançou seu primeiro "EP" com 4 faixas, produzido e mixado por Neurus, 2008 participa de um documentário sobre HIP-HOP (elementos) no SESC Consolação, 2009 participa da MIX TAPE GRITO DO IPIRANGA com as músicas "Perseverança sem renúncia e Pense mil vezes antes" e em 2010 participa do 2° disco "Grande é o Senhor" Banda e Coral Hebron com a música "Valores".
             
              Controlversos procura inovar a maneira de abordar temas, levadas e instrumentais, diversificando dos grupos de rap já conhecidos seguindo um estilo alternativo. Prova disso são as músicas compostas pela dupla que são variadas entre si, tanto na musicalidade como em suas letras.
Todas as letras são compostas pela dupla De La Rua e N.A (Narina), com o principal objetivo de levar as pessoas a acreditarem em si mesmas e acima de tudo no ser superior chamado Deus. As canções também tratam de amor, auto-estima e fé. Controlversos tem fundamento e princípios cristãos.
100% de nossas canções são fruto do que amamos, odiamos e acreditamos, sem perder a característica fundamental do Rap, o protesto. o nome Controlversos: sinônimo de polêmica, contestação e domínio sobre os versos ( Sabemos o que dizemos em nossas letras, e somos vistos como uma divergência por não nos enquadrarmos nos padrões da Babylon.)


Por:
Narina N.A

Ler mais: http://www.myspace.com/controlversos

Página de Sons


Sinômimo de polêmica, contestação e domínio sobre os versos = CONTROLVERSOS

Bagagem das ruas para o Palco. Isso é o Rap!